Comecei a cozinhar na Reserva Rio das Furnas.
Início um tanto medido e cheio de belos livros.
De alguns até hoje não fiz receita alguma,
basta-me neles o prazer da leitura.
basta-me neles o prazer da leitura.
Escolhi o pão como a primeira busca.
Das receitas só me saíram duros,
foi tia Olga quem me ensinou os primeiros segredos.
foi tia Olga quem me ensinou os primeiros segredos.
De humor variado, pendia entre o julgamento severo e elogios alegres.
E sempre espreitava uma visita como quem espera o amor,
tão desejosa que nos demorávamos a sair de sua casa.
tão desejosa que nos demorávamos a sair de sua casa.
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Foto: Graciela Fernanda Kruscinski
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Quando a procurei o inverno lhe fazia companhia, poupava energia.
Revelou o pão mais fácil de se fazer, receita
recente.
O cheiro de fubá, água, trigo, sal e fermento.
O lenço na cabeça de minha querida tia.
A sova escondida nas mãos fortes da lida com a terra se deixando levar pela
maciez grudenta.
Nada poderia ser mas milagroso.
Para 2 pães
. 1 quilo de farinha de trigo . 4 colheres cheias (de sopa)
de fubá . 1 pitada de sal . 1 colher
rasa (de sopa) de fermento.
Numa panela desmanchar o fubá em água fria e acrescentar
água fervente. Levar ao fogo mexendo, mas não deixar que vire papa. Esperar
esfriar um pouco.
Numa gamela juntar todos os ingredientes e adicionar água morna até o
ponto que a massa grude nas mãos. Deixar crescer na forma e assar.
